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| As famílias participaram da escolha das terras onde foram reassentadas.
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Cerca de 1.100 famílias foram remanejadas em função das obras da usina de Irapé. Deste total, aproximadamente 650 foram para reassentamentos coletivos. Cumprindo as etapas de licenciamento da obra, a Cemig seguiu os passos recomendados pela Feam - Fundação Estadual de Meio Ambiente, que determinou a participação da Procuradoria da República em Minas Gerais (Ministério Público) a fim de celebrar um Termo de Acordo. Nele foram estabelecidos os principais compromissos da Empresa em relação às populações afetadas.
Os reassentamentos foram considerados prioridade pelo Ministério Público, em relação a outras modalidades de negociação, tendo em vista preservar as relações produtivas e os laços de vizinhança entre as famílias. As outras opções de negociação previstas foram a troca por outra terra, relocação na área remanescente ou indenização em dinheiro.
Através do Programa de Remanejamento da População, a Cemig implantou uma estrutura, em campo, para realizar o trabalho de negociação e relocação das comunidades afetadas. Essa atividade foi iniciada com o cadastramento das famílias e a procura de terras para reassentamento. Foram montados dois escritórios de Relocação e Reassentamento, um na margem direita, em Turmalina, e outro na margem esquerda, em Cristália.
Puderam optar pelo reassentamento os proprietários, posseiros, agregados, parceiros e herdeiros, que receberam áreas de terras de um módulo fiscal da região do reassentamento (40 ou 50 hectares). Exceto o proprietário, os demais deviam morar ou trabalhar na terra. Filhos maiores casados dessas categorias também receberam um módulo fiscal, enquanto os filhos maiores solteiros receberam 10 ha, ambos desde que morassem ou trabalhassem na propriedade. Os herdeiros ausentes tiveram direito, em conjunto, a 1,5 módulo fiscal.
No reassentamento, são garantidos, entre outros, os seguintes direitos: divisão e título da terra, verba temporária de manutenção, sistema de distribuição de água, energia elétrica e disposição de esgoto, reconstrução das moradias, indenizações de outras benfeitorias com currais, galinheiros, pomares e pastagens, sementes para a primeira safra, assistência técnica pela Emater durante oitos anos e acesso a linhas creditícias oficiais.
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