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Cemig reconstruiu em uma nova área um povoado com as mesmas características do antigo.
Todo o povoado de Peixe Cru, em Turmalina, foi relocado e a Cemig construiu em uma nova área um povoado semelhante, com casas, igrejas, comércio, escola, creche, posto de saúde, posto telefônico e centro comunitário. As construções ficaram dispostas mais ou menos como no povoado de origem, de forma a se resguardar, também, as relações de vizinhança existentes.

O novo Peixe Cru foi implantado na fazenda Campo Limpo, no próprio município de Turmalina, em uma área urbanizada de cerca de 30 mil m2, dotada de sistema de água, energia e tratamento de esgotos. Ao todo, foram implantados 33 lotes para os moradores e mais 28 lotes prevendo futura ampliação. Quanto às moradias, foram escolhidas pelas famílias entre seis plantas de casas, com cerca de 90 m2, projetadas pela Cemig.

Por exigência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) a capela de Peixe Cru foi reconstruída no novo povoado com as mesmas características do prédio original. Inclusive partes da construção antiga viáveis de serem aproveitadas foram transportadas e utilizadas na obra. As demais foram reconstruídas.



A comunidade negra de Porto Coris, em Leme do Prado, composta por 25 famílias, foi transferida de local assim como Peixe Cru. A comunidade é remanescente de quilombo e foi remanejada para a fazenda Mandassaia, localizada no mesmo município. No local, a Cemig reconstruiu o que existia na comunidade, ou seja, casas, igreja, escola, cemitério, etc., além de acrescentar outros benefícios como posto de saúde e posto telefônico. As famílias tiveram direito a uma casa de tamanho semelhante à que possuíam. O planejamento e a construção das moradias e demais prédios públicos foram discutidos com a comunidade. No final de 2003, as famílias optaram pela construção de um tipo de agrovila nas novas terras, cuja planta foi aprovada por todos com lotes de dois hectares.

Os proprietários, posseiros, agregados e familiares receberam terras na nova propriedade, formando um território coletivo com área total formada por 25 módulos fiscais. Outros cinco módulos fiscais foram destinados aos herdeiros reconhecidos pela comunidade que não moravam no local.

Os proprietários, agregados e familiares têm direito a receber terras na nova propriedade, formando um território coletivo que terá área total formada por 25 módulos fiscais. Outros cinco módulos fiscais serão destinados aos herdeiros reconhecidos pela comunidade que não moram no local.

Por ser remanescente de quilombo, todo o trabalho realizado em Porto dos Coris foi acompanhado pela Fundação Cultural Palmares. Além disso, a comunidade teve um antropólogo contratado pela Cemig que participava das ações ali realizadas, e também foi assessorada por um técnico agrícola e um antropólogo, que representaram o Ministério Público perante a Cemig.



 

O povoado de Mandassaia (Leme do Prado), que será afetado parcialmente, não precisou ser remanejado. O impacto nesse povoado decorre principalmente da formação de braços do reservatório compostos pelos ribeirões Corrente e Mandassaia em algumas áreas do povoado. Uma solução adotada para permitir o aumento do volume de água dos ribeirões foi a construção de canais com muro de proteção.

Em relação às edificações afetadas, a Cemig construiu novos prédios para posto de saúde, posto telefônico e agência de correios, mais amplos e adequados. A comunidade também passou a ter um centro comunitário, com um anexo a ser utilizado pela paróquia.

A "piscina" existente dentro do povoado foi relocada para terreno ao lado e passou a dispor de banheiro e vestiário próximos. Outro ganho importante foi a execução de toda rede e sistema de tratamento de esgotos da comunidade. A rede de esgotamento sanitário da localidade de Acauã, que é descarregada no ribeirão Corrente, também foi ampliada e recebeu tratamento para melhorar a qualidade da água que chega a Mandassaia.
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