Português English Usina de Irapé Cemig

Mapas da Usina
Vídeo - Informativo Publicitário
Galeria de Fotos
Sala de Imprensa









Casas de fazenda típicas da região do Vale
Ao nordeste de Minas Gerais, está o Vale do Jequitinhonha com uma forte tradição cultural, embora seja uma das regiões mais pobres do Estado. Banhado pelo rio Jequitinhonha e seus afluentes, o vale ocupa uma área de 62,9 mil km² onde vivem 977,8 mil pessoas, de acordo com o último Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A maior parte do solo é árida sendo castigada regularmente por secas e enchentes. Apesar desse problema, a agropecuária é uma das principais atividades econômicas da região. A população economicamente ativa é de 404,4 mil pessoas, sendo que 178,9 mil estão no campo. Embora a indústria ocupe apenas 50,9 mil pessoas é uma importante fonte de recursos do município. A indústria traz a maior contribuição para o produto interno bruto (PIB) da região.

A produção agrícola contribui com a segunda maior parte do PIB da região. Em 2000, o setor gerou R$ 398,0 milhões frente aos R$ 403,3 milhões da indústria. A região foi a que menos gerou riqueza para Minas neste ano com R$ 2 bilhões dos R$ 98,8 bilhões gerados no Estado.

A região no passado era formada por florestas e habitada por tribos indígenas. No Vale do Jequitinhonha produz-se um excelente e criativo artesanato em cerâmica, tecelagem, cestaria, esculturas em madeira, trabalhos em couro, bordados, pintura, desenho, música. Os principais pólos da atividade cerâmica são as cidades: Itinga, Araçuaí, Santana do Araçuaí, Turmalina, Caraí, Itaobim, Taiobeiras, Padre Paraíso, Joaíma e Minas Novas.

Os trabalhos com barro, tão característicos do Vale, têm origem no trabalho das mulheres chamadas de paneleiras. A tradição foi passando de mãe para filha pelas diversas gerações trazendo até os dias de hoje belíssimas moringas, vasilhas, panelas, potes. No início, as mulheres produziam também figuras para adornar presépios e brinquedos. Atualmente, produzem também peças decorativas: figuras humanas, animais, cenas do cotidiano, tipos, usos e costumes da região.



Trecho do rio Jequitinhonha próximo ao povoado de Peixe Cru
O rio Jequitinhonha é o recurso natural mais importante do Vale do Jequitinhonha. A bacia abrange grande parte do norte de Minas Gerais e pequena parte do sudeste da Bahia. A área compreende 63 municípios e abarca 11,3% da área de Minas e 0,8% da Bahia. O rio Jequitinhonha nasce na Serra do Espinhaço, a sul da cidade de Serro, nos arredores da localidade de Capivari, sopé do Morro Redondo.

Sua bacia confina a norte com a bacia do rio Pardo; a sul, limita com a bacia do Rio Doce; a sudeste, situam-se divisores do Mucuri e de várias pequenas bacias independentes; a oeste, o maciço do Espinhaço é divisor da bacia do rio São Francisco; e a leste, situa-se o Oceano Atlântico.

De acordo com o estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) "Diagnóstico Ambiental da Bacia do Rio Jequitinhonha", a bacia configura-se como um desafio para as políticas governamentais pelas características físicas particulares de clima e relevo, associados às condições socioeconômicas sobretudo de saneamento básico. Dos 157,7 domicílios da região, apenas 68,2 mil têm o lixo coletado.

A corrida do ouro no século 17, desencadeada por desdobramentos baianos e paulistas, foi a principal causa da origem e do povoamento da bacia do Rio Jequitinhonha. A procura de ouro levou inúmeros aventureiros para a região. Isso pode ser percebido na história dos sete municípios abrangidos pela Usina de Irapé.
Municípios Abrangidos Remanejamento Povoados Vale do Jequitinhonha