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| Partes de antigo moinho de cana encontrado na região |
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Importante acervo arqueológico foi resgatado e registrado na região onde foi construída a usina de Irapé. O primeiro passo foi a identificação dos sítios arqueológicos, áreas onde existem vestígios da passagem ou ocupação humana e que podem ser divididos em pré-históricos, que se formaram em épocas anteriores à colonização, e históricos, com restos das sociedades constituídas a partir da colonização.
Durante os meses de junho e julho de 2000, foram identificados 61 sítios arqueológicos. O trabalho de prospecção foi executado pelo Laboratório de Arqueologia da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas - Fafich/UFMG e seguiu determinação da legislação brasileira de proteção do patrimônio histórico.
O processo de salvamento dos sítios teve início em fevereiro de 2004 e foi concluído pela mesma equipe de pesquisadores que fizeram a prospecção. Foram feitas escavações, desenhos e fotos e produzidos vários textos para documentar todo o acervo. Os objetos, feitos de pedra, osso ou madeira, cacos de cerâmica, restos de fogueiras e alimentos, além de restos humanos, foram coletados e catalogados. Os arqueólogos também registraram os restos de construções que não puderam ser transportados, como engenhos, moinhos, antigas áreas de mineração e de núcleos urbanos.
Depois de reunido e estudado, o acervo terá sua destinação definida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão responsável pela fiscalização desse trabalho. O público terá acesso ao material coletado e documentado e aos relatórios de pesquisa, assim que forem sistematizados. Uma mostra foi direcionada ao Centro de Referência e Memória de Irapé.
Em maio de 2004, foi iniciada a pesquisa arqueológica na comunidade negra de Porto Coris e na fazenda Mandassaia, localizada próxima ao povoado. Por ser Coris uma comunidade cuja população é remanescente de quilombo, a empresa Ambientar realizou um trabalho específico, envolvendo o povoado e adjacências. Como ocorreu em toda a área abrangida pelo reservatório da usina de Irapé, foi feita prospecção dos vestígios de ocupação humana antiga na região do povoado, seguida de salvamento.
Uma mostra do material encontrado ou documentado será encaminhada ao Centro de Referência e Memória montado pela Cemig na comunidade de Porto Coris, no local em que foi reassentada. Dessa forma, a história de Porto Coris e da ocupação local, mesmo que longínqua, poderá ser lembrada pelas futuras gerações.
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