
Um amplo programa de comunicação social foi desenvolvido para o empreendimento de Irapé. O trabalho abrangeu uma gama de ações que contemplaram os vários públicos envolvidos, contando com informativo impresso, programa de TV semanal, programa de visita às obras, unidade móvel, reuniões de comunicação, panfletos, cartilhas e folders. Foram também utilizadas ações institucionais e de relações públicas voltadas para valorizar a cultura e a gente do Jequitinhonha e Norte de Minas.
O Programa de comunicação de Irapé foi ganhador do Prêmio USP de Comunicação Corporativa 2006, na categoria “Case de Comunicação Corporativa”. A premiação coincidiu com a comemoração dos 40 anos da Escola de Comunicação e Artes – ECA USP, uma das mais renomadas escolas de comunicação do país, cujo corpo docente integrou a Comissão Julgadora.

Trata-se de um programa de visitas monitoradas ao canteiro de obras, que atendeu ao grande interesse das várias faixas de público em conhecer o empreendimento. Através do programa, autoridades, professores, alunos de escolas técnicas e superiores, estudantes de nível fundamental, comerciantes e comunidades afetadas, além do público em geral, puderam ter acesso às obras. Com esse programa de comunicação social, Irapé conquistou a simpatia de várias camadas da população, que percebeu a envergadura e a importância sócioeconômica do empreendimento.
Com a usina em operação normal, essa atividade será retomada, a exemplo do que ocorre em diversas usinas da Cemig. Um dos principais atrativos de Irapé é o Centro de Referência e Memória, situado próximo à casa de força. O Centro guarda parte do acervo recolhido pelos programas de Registro do Patrimônio Cultural e Salvamento Arqueológico. O programa é coordenado pela Superintendência de Comunicação Empresarial da Cemig.

Pela comprovada capacidade de penetração, foi definida a utilização da Unidade Móvel da Cemig para veículo de trabalho informativo específico sobre Irapé nas sedes municipais e pequenas localidades atingidas, além de outras do entorno. A Unidade Móvel foi adesivada com motivos alusivos à cultura do Vale do Jequitinhonha, dotada de recursos como TV, vídeo, microcomputador e banners, e abastecida com folders e informativos para distribuição. No primeiro circuito realizado na região, a partir de março de 2004, a Unidade Móvel percorreu 26 localidades e foi visitada por mais de 30 mil pessoas.

Entre as ações de comunicação, constaram atividades de valorização das manifestações culturais do Vale do Jequitinhonha. Dessa forma, em maio de 2004, várias comunidades da região próxima à usina que se dedicam ao artesanato foram convidadas expor seus trabalhos na sede da Cemig. Estiveram presentes tecelões de Roças Grandes, de Berilo, artesãos de Chapada do Norte, ceramistas de Turmalina e Minas Novas, e artesãs de bordados, também de Turmalina.
A exposição objetivou também realizar uma integração sóciocultural entre empregados da Cemig e a gente do Vale do Jequitinhonha, mostrando o apurado trabalho regional e possibilitando o escoamento de sua produção, um dos problemas enfrentados pela atividade. A Cemig arcou com despesas de transporte, hospedagem e alimentação dos artesãos, que realizaram boas vendas e se sensibilizaram com a receptividade encontrada.

Uma das mais felizes iniciativas realizadas pela Cemig, foi o patrocínio do Festival da Canção Usina Presidente JK, que aconteceu em setembro de 2004, em Turmalina. O festival, conduzido em parceria com o Festur - Festival da Canção em Turmalina, foi concebido para integrar e promover o intercâmbio cultural entre os municípios abrangidos pelo empreendimento.
Com o tema "O Encontro das Águas", o festival Usina Presidente JK reuniu representantes dos sete municípios: Berilo, José Gonçalves de Minas, Leme do Prado, Turmalina, Grão Mogol, Cristália e Botumirim. Cada município escolheu e enviou seu concorrente, o que permitiu um grande espetáculo, fato que valorizou ainda mais o Festur. Em sua 19ª edição, o evento demonstrou a força cultural da gente do Vale do Jequitinhonha e Norte de Minas.
As músicas vencedoras foram assim classificadas: 1o lugar, Mágoa de um Caboclo, de Botumirim, de autoria de Roberto Carlos Bispo e defendida por ele mesmo; 2o lugar, O Encanto das Águas, de Enderson Mendes, de Turmalina, interpretada por Enderson Mendes e Kleiberson; 3o lugar, Meu Jequitinhonha, de Valmir de Oliveira, de Leme do Prado, interpretada pelo próprio autor.
Os participantes receberam troféus e premiações em dinheiro de R$ 1.200,00, R$ 800,00, e R$ 500,00, para o primeiro, segundo e terceiro lugares, respectivamente. Também foram agraciados os setores culturais dos municípios campeões pelo empenho na seleção dos concorrentes: assim Botumirim recebeu um microcomputador, Turmalina, um conjunto TV e DVD, enquanto Leme do Prado levou uma impressora.
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