Acompanhe o desenvolvimento da Usina de Irapé através das notícias.
| 08/01/2009 |
| VERTEDOURO É ABERTO COM LAGO 85 POR CENTO CHEIO |
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Após dois meses de chuvas consecutivas na cabeceira do rio Jequitinhonha e em seus afluentes, o reservatório da usina de Irapé atingiu, nesta semana, 85 por cento de seu volume útil. Em função das condições de operação favoráveis, os técnicos da Companhia Energética de Minas Gerais – Cemig abriram o vertedouro da usina, de forma preventiva, manobra a ser mantida até o final da semana. A usina de Irapé passou, na última quarta-feira (7/1), a liberar por meio de seu vertedouro cerca de 100 metros cúbicos de água por segundo. A combinação de vertimento com o volume de água turbinado pelas máquinas ficou abaixo da maior vazão possível com a geração plena de energia, evitando maiores transtornos às comunidades. Nos últimos 15 dias, as chuvas na região ficaram cerca de 30 acima da média histórica. As vazões que chegam ao reservatório provocaram um aumento rápido do seu nível. “As vazões médias para o mês de janeiro, que são da ordem de 300 m3 por segundo, estiveram acima de 600 m3 por segundo”, esclarece Alexander Gonçalves da Silva, hidrometeorologista da Cemig. Quando o nível do reservatório se aproximou do volume de espera previsto, a usina passou a gerar mais eletricidades de forma a soltar mais água por turbinamento. Nos últimos dias, Irapé tem gerado cerca de 350 MW de energia, praticamente sua capacidade total, que é de 360 MW. Como o período chuvoso se estende até março, podem ocorrer novas situações em que haja necessidade de liberação de água pelo vertedouro. Na operação de seus reservatórios, a Cemig procura assegurar o melhor aproveitamento hídrico e atuar preventivamente para que cheias de maiores proporções não atinjam as populações ribeirinhas. A previsão meteorológica para a região é de trégua nas chuvas a partir do dia 8, com possibilidades de retorno no final de janeiro. Tendo em vista o nível atual do reservatório e a possibilidade de abrir o vertedouro outras vezes, a Cemig alerta as comunidades ribeirinhas abaixo da usina para que se mantenham precavidas. Os moradores e usuários devem estar atentos quanto às atividades como bombeamento e irrigação, lavagem de roupas e vasilhas, lazer, banhos, tratamento de animais, travessias e navegação, entre outras. Benefícios da regularização do rio
Desde que a usina passou a operar, em 2006, o reservatório vem cumprindo um papel significativo ao evitar que vazões extremas causem maiores enchentes rio abaixo. Além disso, a regularização do Jequitinhonha permite a manutenção, na seca, de um volume de água muitas vezes superior ao que está sendo chegando ao lago. No final do período da seca do ano passado, após uma longa estiagem, a vazão do rio Jequitinhonha atingiu 6 m3 por segundo. Abaixo da usina, ao contrário, o volume foi mantido sempre acima de 100 m3 por segundo. Nesta estação chuvosa, desde o Natal as vazões médias que chegam ao reservatório têm sido superiores a 600 m3 por segundo, tendo alcançado picos de 1.200 m3 por segundo.
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| Usina libera pelo vertedouro cerca de 100 m3 de água |