
Por meio desse trabalho, os impactos ambientais ocasionados em função da barragem, principalmente aqueles relacionados ao período de enchimento do reservatório, foram atenuados. Nessa fase, as águas do Jequitinhonha, após a barragem, tiveram seu volume diminuído para permitir sua acumulação na área do reservatório. A Cemig atuou em um trecho de cerca de 90 km, compreendido entre o eixo da barragem e a localidade de Itira, no município de Araçuaí.
Além de garantir fluxo mínimo suficiente para não comprometer o abastecimento de água, a Cemig tomou medidas específicas visando garantir o abastecimento normal de água potável para as comunidades ribeirinhas localizadas após a barragem. Para tanto, em 2004, foram contratados junto à Esse Engenharia uma atualização do cadastro das propriedades do trecho de jusante e um estudo que propusesse soluções para o fornecimento de água potável àquelas famílias.
Além da questão do abastecimento, cujas soluções foram captações alternativas, cisternas, cacimbas, etc., outras conseqüências da diminuição do volume do rio, como a formação de poças d'água em alguns trechos, foram analisadas. Para isso, esquemas de vigilância epidemiológica foram acionados por intermédio de convênios com as prefeituras e acompanhamento da Secretaria de Estado da Saúde.
Ações de comunicação social foram disponibilizadas a fim de informar à população sobre as várias medidas tomadas pela Cemig. Esse trabalho contou com recursos como cartilhas, comunicações nas rádios, vídeos, panfletos e reuniões com as comunidades. Nos momentos mais críticos, inúmeras reuniões de comunicação foram realizadas com todas as comunidades de jusante e distribuídos panfletos e material explicativo.
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