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A calha profunda do rio exigiu soluções inovadoras

A usina de Irapé representou uma das mais difíceis obras de engenharia realizadas no país. Tecnicamente, o projeto era complexo e arrojado por combinar características físicas e geológicas adversas com prazo de execução curto, inicialmente, de 40 meses.

O Consórcio Construtor, liderado pela Andrade Gutierrez, com participação da Odebrecht e Voith Siemens, construiu a mais alta barragem do país, com 208 metros de altura, o equivalente a três prédios de 70 andares.

A obra foi desafiadora, pois o rio, no local do empreendimento, possui um cânion profundo e sem acesso, o que complicou toda a logística de construção. Nessas condições, foi feito um grande movimento de escavações e aterro de solo e rocha, da ordem de 9 milhões de m3 de escavações e 10 milhões de m3 de aterro, além de perfurações de cerca de 9 km de túneis.

Os técnicos também se empenharam na construção de um vertedouro incomum: em vez de calha a céu aberto, ele foi construído dentro de três túneis escavados na rocha, cada um com mais de 600 metros de extensão.
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